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Atualmente, o ecossistema de saúde brasileiro convive com um paradoxo tecnológico latente. O Brasil gasta cerca de 9,7% do seu PIB com saúde, um nível de investimento comparável ao de nações com populações significativamente mais longevas. Nesse sentido, quase todas as instituições de médio e grande porte já completaram sua transição para sistemas digitais, como o HIS (Hospital Information System) e o PACS (Picture Archiving and Communication System). Contudo, a simples posse do dado armazenado em servidores não tem se traduzido em maior controle sobre a operação ou melhores desfechos clínicos.
Em suma, digitalizar o cuidado foi apenas o primeiro passo. O grande desafio atual reside em como transformar esse imenso volume de informações em decisões estratégicas em tempo real. Abaixo, exploramos por que a abordagem tradicional de relatórios está falhando e como um sistema de mensageria orquestrado por inteligência clínica pode revelar riscos que hoje permanecem invisíveis para a gestão.
Muitas vezes, acredita-se que a maturidade tecnológica de uma operadora ou hospital é medida pela robustez dos seus dashboards de BI. No entanto, a realidade operacional mostra que esses relatórios são, em sua maioria, "fotos do passado". Gerenciar uma operação assistencial baseando-se apenas em sinistralidade retroativa ou CIDs de faturamento é como tentar dirigir um veículo olhando exclusivamente pelo retrovisor.
Além disso, a medicina é uma ciência de exceção, o que torna o preenchimento de formulários estruturados insuficiente para captar a complexidade da jornada assistencial. Nesse cenário, se o seu sistema não consegue "ler" e interpretar as evoluções clínicas e laudos, onde residem 80% dos dados de saúde, a sua gestão está operando com uma visão parcial. Consequentemente, o risco assistencial aumenta silenciosamente enquanto as equipes aguardam o fechamento de um relatório mensal para tomar uma atitude. Para entender mais sobre como evitar essa cegueira, acesse o blog da NeuralMed.
Frequentemente, instituições de saúde tentam resolver o problema do engajamento do paciente adotando ferramentas de comunicação genéricas. Todavia, um sistema de mensageria que funciona apenas como um disparador de lembretes ou uma agenda digitalizada tende a falhar no quesito clínico. Isso ocorre porque o excesso de comunicação sem contexto,o famoso "spam assistencial", gera fadiga no paciente e desengajamento.
Por outro lado, o problema central não é o canal de comunicação, mas o "gatilho" que dispara a mensagem. Se o contato não é baseado em uma necessidade clínica real e individualizada, ele não contribui para a eficiência operacional. Infelizmente, as equipes de navegação gastam até 75% do seu tempo compilando dados manualmente em vez de prestar assistência direta. Portanto, um sistema de mensageria isolado da inteligência de dados acaba sendo apenas mais um silo de informação que sobrecarrega a operação sem gerar ROI .
Para que o dado deixe de ser um registro passivo e se torne uma ação estratégica, ele precisa ser refinado. Nesse sentido, a NeuralMed atua como uma lente que traz foco à imensidão de dados não estruturados. Através do Processamento de Linguagem Natural (NLP), a plataforma Atlas Tracker unifica múltiplas fontes para criar uma visão 360º da jornada do paciente.
Dessa forma, o processo de transformação segue quatro etapas fundamentais:
1. Ingestão e Identificação: O sistema lê laudos e prontuários até 300x mais rápido que uma pessoa.
2. Estratificação de Risco: Identifica o "paciente invisível", aqueles 2% a 4% da população que realmente geram a maior parte dos custos assistenciais.
3. Priorização: Classifica quem precisa de intervenção imediata, urgente ou rápida.
4. Orquestração: É aqui que o sistema de mensageria ganha valor, sendo acionado apenas quando a inteligência detecta um "gap de cuidado", como um exame alterado ou uma consulta perdida.
Portanto, o papel moderno do sistema de mensageria não é apenas informar, mas orquestrar a conduta assistencial. Quando a tecnologia assume a tarefa repetitiva de ler e monitorar, ela devolve tempo às equipes clínicas para focarem no cuidado de maior impacto. Como resultado, observamos casos de sucesso expressivos na saúde pública e privada:
• Case Guararema: A implementação de 6 linhas de cuidado resultou em 75% de engajamento dos pacientes crônicos, captando 825 indivíduos (546 críticos) sem a necessidade de ampliar a equipe assistencial.
• Case Mater Dei: A identificação proativa permitiu que 26 mulheres com câncer de mama fossem diagnosticadas a tempo em apenas 6 meses, reduzindo o tempo entre o exame e a biópsia de 20 para 13 dias.
Nesse cenário, o sistema de mensageria deixa de ser uma ferramenta de marketing para se tornar uma extensão cognitiva da equipe médica. Afinal, segurança e precisão são os pilares da sustentabilidade do setor de saúde.
A inovação na saúde não deve ser encarada como a busca por tecnologias disruptivas isoladas, mas sim como a implementação de uma governança de dados proativa. Um sistema de mensageria eficiente é aquele que executa o que a inteligência já indicou, garantindo que o "paciente certo" seja tratado na "hora certa".
Nesse contexto, se a sua instituição ainda depende de processos manuais e relatórios atrasados, ela está perdendo a oportunidade de salvar vidas e preservar a margem financeira ao mesmo tempo. A tecnologia da NeuralMed não substitui o médico; ela funciona como um time de apoio de Fórmula 1, garantindo que o piloto tenha todo o contexto necessário para não "derrapar" na curva do tratamento.
Sua operadora ou hospital está apenas armazenando dados ou gerando valor clínico com eles? Entenda como o Atlas Tracker revela riscos assistenciais antes que eles se tornem problemas operacionais. Solicite uma análise retrospectiva da sua base de dados aqui.
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