Get In Touch


Atualmente, o ecossistema de saúde brasileiro convive com um paradoxo de eficiência. O Brasil gasta cerca de 9,7% do seu PIB com saúde, um nível de investimento comparável ao de nações com populações significativamente mais velhas. Nesse sentido, quase todos os hospitais de alta complexidade já completaram sua transição para o ambiente digital, investindo vultosas quantias em prontuários eletrônicos e equipamentos de imagem de última geração.
Contudo, a simples posse do dado armazenado não tem se traduzido em maior controle sobre a jornada oncológica ou em previsibilidade financeira.
Em suma, digitalizar a operação foi apenas o primeiro passo. O grande desafio atual para gestores e diretores C-Level reside em como transformar o imenso volume de informações clínicas em ações estratégicas que evitem o "churn" (métrica que indica o quanto uma empresa perdeu de receita ou clientes).
Abaixo, exploramos como o desequilíbrio entre o diagnóstico técnico e a conduta clínica gera riscos invisíveis e como a inteligência artificial pode converter esse gargalo em receita direta.
Muitas vezes, acredita-se que o maior risco de uma instituição está na fila de espera visível. No entanto, a análise da NeuralMed em mais de 7 milhões de vidas revela que o risco real está nos dados que ninguém está olhando. Estima-se que 80% dos dados gerados em hospitais são não estruturados (laudos e evoluções em texto livre) e que 97% dessas informações são subutilizadas.
Consequentemente, surge a figura do "Paciente Invisível": aquele que possui um achado crítico de câncer de mama ou pulmão registrado em um laudo, mas que permanece "invisível" para a equipe assistencial por falta de leitura ágil desses documentos. Dessa forma, o hospital possui o dado do diagnóstico, mas falha em agir sobre ele.
Além disso, esse gap gera uma perda de faturamento severa, pois o paciente, sem um retorno imediato, acaba buscando o tratamento na concorrência ou agravando seu quadro clínico de forma silenciosa. Para entender mais sobre como evitar essa cegueira estratégica, acesse o blog da NeuralMed.
IA na saúde: reduzindo o tempo de resposta na jornada oncológica.
Para resolver esse gargalo, a IA na área da saúde deve atuar como uma extensão cognitiva da equipe assistencial. O problema não é a falta de médicos qualificados, mas a escala analítica necessária para processar milhares de laudos mensalmente.
Enquanto uma pessoa lê, em média, mil laudos por mês, a inteligência da plataforma Atlas processa 12 mil documentos em apenas 22 horas, uma velocidade 300 vezes superior ao processo manual.
Nesse sentido, a implementação do Atlas Tracker permite que a instituição assista ao "filme" da jornada do paciente em tempo real, e não apenas a fotos isoladas do passado. Como resultado direto dessa agilidade, observamos casos de impacto real:
• Redução drástica no tempo de resposta: Em instituições de referência, o gap entre a mamografia com achado suspeito e a realização da biópsia caiu de 28 para apenas 5 dias.
• Identificação proativa: Na Rede Mater Dei, a tecnologia permitiu diagnosticar 26 mulheres com câncer de mama a tempo em apenas seis meses, sem aumentar o volume de exames realizados.
Portanto, a tecnologia não substitui o médico; ela funciona como um time de apoio de Fórmula 1, garantindo que o cirurgião tenha todo o contexto necessário para não "derrapar" na curva do tratamento.
Posteriormente à identificação do risco pelo Atlas Finder, a etapa crucial para a sustentabilidade do faturamento hospitalar é garantir que o tratamento ocorra dentro da sua própria rede. Todavia, muitos hospitais perdem o paciente neste estágio porque a responsabilidade de retorno é jogada exclusivamente sobre o indivíduo, que muitas vezes não compreende a gravidade do laudo técnico.
Nesse cenário, a Mensageria do Atlas Tracker atua como o braço executor da inteligência de dados. Diferente de comunicações genéricas, o sistema automatiza a convocação de pacientes críticos com base em gatilhos clínicos personalizados.
Dessa forma, ao detectar um achado BI-RADS 4 ou 5, por exemplo, o sistema orquestra o contato imediato para agendamento de biópsia ou consulta especializada.
Como resultado, a instituição garante o aumento de receita direta ao captar oportunidades de tratamento de alto valor (como cirurgias oncológicas) que seriam perdidas. Afinal, o diagnóstico precoce aliado ao engajamento automatizado permite que o hospital concentre esforços nos casos de maior retorno clínico e financeiro, otimizando a utilização de salas cirúrgicas e leitos de UTI.
Em conclusão, a sobrevivência financeira das instituições de saúde depende da capacidade de refinar o "petróleo bruto" dos dados não estruturados.
Portanto, se o seu hospital ainda ignora o dado clínico escondido nos prontuários, ele está aceitando um risco assistencial e uma drenagem de receita que a inteligência artificial já é capaz de mitigar. De acordo com o Observatório Anahp 2025, o compromisso com a qualidade e o uso de indicadores são as únicas vias para uma saúde sustentável.
Você sabe quantos pacientes oncológicos seu hospital perde mensalmente por falhas na navegação de pacientes?
Descubra o volume de oportunidades paradas nos seus servidores.
.webp)
