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22.01.2026

Gestão de crônicos: reduza sinistralidade com IA

Atualmente, o ecossistema de saúde brasileiro convive com um paradoxo tecnológico latente. O Brasil gasta cerca de 9,7% do seu PIB com saúde, um nível de investimento comparável ao de nações com populações significativamente mais longevas. Nesse sentido, quase todas as operadoras já completaram sua transição para o ambiente digital. Contudo, a simples posse do dado armazenado em servidores não tem se traduzido em maior controle sobre a operação ou em previsibilidade financeira.

Em suma, digitalizar o cuidado foi apenas o primeiro passo para a sobrevivência no mercado. O grande desafio atual para gestores   focados em gestão populacional, reside em como transformar esse imenso volume de informações em ações estratégicas. Se as operadoras não forem mais eficientes no uso desses recursos, a conta do setor simplesmente não vai fechar. Abaixo, exploramos por que a abordagem tradicional de análise retrospectiva está falhando e como a inteligência de dados pode revelar riscos que hoje permanecem invisíveis.

Gestão de crônicos e o custo da reatividade analítica

Muitas vezes, a maturidade de uma operadora é medida pela robustez dos seus dashboards de BI. No entanto, a realidade operacional mostra que a maioria desses relatórios são "fotos do passado". Gerenciar uma carteira de beneficiários baseando-se apenas em sinistralidade retroativa ou CIDs de faturamento é como tentar dirigir um veículo olhando exclusivamente pelo retrovisor. Quando o custo assistencial aparece na planilha de pagamento, o recurso financeiro já foi drenado por um evento que, na maioria das vezes, poderia ter sido antecipado.

Além disso, a medicina é uma ciência de exceção, o que torna o preenchimento de formulários estruturados insuficiente para captar a complexidade da gestão de crônicos. Por esse motivo, as informações mais cruciais sobre o agravamento de um paciente são registradas em campos de texto livre. Nesse cenário, se o seu sistema não consegue interpretar essas evoluções, a sua governança está operando com uma visão parcial e perigosamente reativa. Para entender como mudar essa lógica, acesse o blog da NeuralMed.

Dados não estruturados: o gap que esconde o paciente de alto custo

Um dado alarmante permeia a saúde suplementar: 80% de todas as informações geradas são dados não estruturados, como laudos radiológicos, anotações de enfermagem e anamneses. Infelizmente, estima-se que 97% desses dados permanecem subutilizados ou esquecidos nos servidores das instituições. Consequentemente, os programas de medicina preventiva tomam decisões baseadas em uma fração mínima da realidade clínica disponível.

Por outro lado, é nessas entrelinhas que reside o "paciente invisível". Trata-se daquele beneficiário que apresenta sinais claros de deterioração clínica em um laudo de imagem ou em uma prescrição de medicamento, mas que, por não ter gerado um evento de internação recente, não aparece nos filtros de risco da operadora. Dessa forma, a NeuralMed atua como uma extensão cognitiva para as equipes de gestão populacional, identificando padrões de risco em tempo real.

A análise de mais de 7 milhões de vidas monitoradas pela nossa plataforma revela um padrão crítico: entre 2% e 4% da população de uma operadora são responsáveis pela maior parte da sinistralidade. Portanto, o foco não deve ser apenas monitorar a massa, mas sim encontrar com precisão cirúrgica esses indivíduos antes que eles descompensem e sobrecarreguem o sistema.

Sinistralidade saúde: a transição do retrospectivo para o preditivo

Inevitavelmente, a falta de ferramentas preditivas gera impactos financeiros diretos. Pacientes crônicos complexos e plurimetabólicos podem representar menos de 1% da população, mas chegam a gerar 16% dos custos totais assistenciais. Todavia, quando a operadora utiliza o Atlas Tracker, a lógica do cuidado é invertida.

Nesse sentido, o papel da IA na gestão de crônicos divide-se em pilares fundamentais:

1. Identificação precoce: O sistema analisa laudos e prontuários até 300x mais rápido que uma pessoa, localizando achados críticos em tempo real.
2.⁠ ⁠Estratificação de risco real: Diferente de scores genéricos por idade, a plataforma classifica a criticidade (níveis 1 a 5) com base em evidências clínicas cruzadas.
3.⁠ ⁠Predição de internações: Ao ler  a jornada do paciente e não apenas o recorte  do último sinistro, a tecnologia antecipa quais indivíduos têm maior probabilidade de internação iminente.

Como resultado, operadoras que adotam essa tecnologia conseguem ganhos de eficiência expressivos. Um exemplo prático é o caso da Athena Saúde, onde a captação mensal de crônicos dobrou em apenas quatro meses, sendo que 88% dos pacientes identificados pela IA eram os casos mais graves, contra apenas 56% no modelo manual anterior.

A orquestração do cuidado através da Mensageria inteligente

Posteriormente à identificação do risco, a operadora precisa converter o dado em ação assistencial. Todavia, sistemas de comunicação genéricos costumam falhar por gerar o "spam assistencial", que resulta em baixa adesão. Na arquitetura da NeuralMed, a Mensageria do Atlas Tracker atua como uma consequência direta da decisão tomada pela inteligência da nossa IA. .

Diferente de abordagens em massa, a conversa é orientada pelo contexto clínico. Quando o sistema detecta um "gap de cuidado", como um diabético de alto risco que não realiza exames há meses, a mensageria orquestra o contato automatizado no momento exato da necessidade. Dessa forma, a tecnologia devolve tempo às equipes de navegação, permitindo que enfermeiros foquem 100% do tempo no cuidado direto e não na compilação de planilhas.
Como resultado dessa orquestração, o case de Guararema demonstrou que é possível captar 825 crônicos e atingir 75% de engajamento em seis novas linhas de cuidado em apenas três meses, tudo isso sem a necessidade de ampliar a equipe assistencial.

Conclusão: o dado como motor de sustentabilidade

Em conclusão, a gestão de crônicos eficiente exige que transformemos o "petróleo bruto" dos dados não estruturados em ativos estratégicos mensuráveis. A sustentabilidade financeira das operadoras não virá de cortes lineares no cuidado, mas sim da precisão em identificar quem realmente precisa de intervenção agora.

Portanto, se a sua instituição ainda ignora o dado clínico escondido nos prontuários, ela está aceitando uma cegueira que custa caro ao caixa e à saúde do beneficiário. A tecnologia da NeuralMed não substitui a decisão médica; ela garante que o "piloto" tenha o contexto refinado para não "derrapar" na curva do tratamento e do custo assistencial.

Você sabe exatamente quem são os 5% que geram 50% do seu custo assistencial hoje? Entenda como a IA clínica revela os riscos invisíveis na sua base de dados. Solicite uma análise retrospectiva aqui.